Pastoral, Reflexões

A igreja da parede preta

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Recentemente, um perfil muito conceituado no Instagram publicou uma enquete: “Você acha certo usarem jogo de luz nas igrejas?”. Confesso que, a princípio, achei a enquete do Gospelmente um tanto quanto irrelevante. Porém, para minha surpresa, o post, curtido por mais de 6.000 pessoas, teve uma infinidade de comentários. Admito que eu estava completamente enganado, porque a enquete trouxe luz sobre as trevas que pairam na mente dos crentes. Explico!

Geralmente, as igrejas que usam iluminação própria para eventos têm também telão de led ou projeção, naquele sistema edge blending com 2 ou mais projetores. Como os projetores dependem da luz refletida, eles funcionam melhor em ambientes escuros. Por conta disso, as igrejas que optaram por esse sistema estão pintando todas as suas paredes de preto. Além disso, os técnicos que projetam esse tipo de ambiente justificam que a iluminação focada no preletor reduz praticamente a zero toda distração com pessoas andando ou músicos nas laterais do palco, por exemplo. (Aqui, tenho que admitir: nada me desanima mais do que uma igreja clara com portas laterais – a igreja simplesmente desvia o olhar toda hora e se desconcentra da mensagem).

Antes de falar sobre as igrejas pretas, permita-me falar sobre algo realmente maligno. O post trouxe à tona todo o pleonástico preconceito maligno e místico de associar a cor preta a tudo o que é errado, feio, proibido, rejeitado. Independente do seu posicionamento quanto a pintar a igreja de preto, é muito arriscado justificar uma contraposição a isso com argumentos do tipo “o branco é a cor da paz”, “o preto é do diabo”, “o céu é claro” (se Jesus voltar à noite, no Brasil, cê fica, né?). Só falta o crente dizer que gosta de branco porque Jesus era branquinho… Sangue e fogo! Portanto, todo o meu respeito a você que acredita que o “correto” é a igreja ser branca, mas, pelo amor de Deus, pare de dizer que o preto é do diabo porque, além de essa ser uma frase que cheira a racismo, esse infeliz só é dono de quem comete pecado (I Jo. 3.8). Você precisa tratar essa sua melanofobia.

Agora… meu amado crente, você esqueceu o significado de Lúcifer? Pois é, do hebraico Heylel, significa “portador de luz”. Essa ideia de achar que o diabo é preto e feio é a maior enganação de todos os tempos. Os estudiosos são quase unânimes em atribuir os textos de Isaías 14 (Is 14.11-15) e Ezequiel 28 (Ez 28.11-19) a Satanás, e em Ezequiel lê-se que ele era “…modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza.” É por isso que somos muitas vezes seduzidos e enganados por aquilo que é belo, já que no imaginário coletivo espera-se a tentação com chifres e rabo.

Mas os argumentos dos defensores de igrejas brancas não se limitam a atribuir uma determinada cor a algo sagrado, seu principal argumento é: “A igreja está imitando o mundo”. Bem, se a justificativa de não poder utilizar-se de uma iluminação de show é que isso é usado no “mundo”, meu irmão, por favor, arranque urgentemente todos os microfones da sua igreja, pois eles também são usados na balada. Ah, e também pare de usar o seu retroprojetor – distribua as canções copiadas em seu mimeógrafo. E, por favor, não permita que os homens usem gravatas, afinal, os maiores crimes de corrupção foram cometidos por aqueles pecadores que usam… gravatas!

Finalmente, as pessoas que comentaram o post em questão, além de um discurso embebido no ódio e no desrespeito, não fazem uso de um versículo sequer (até porque a Bíblia não se daria ao trabalho de determinar algo tão irrelevante assim), mas falam que não foram ensinadas assim e que esse não é o costume de suas denominações. Mais uma vez, todo o meu respeito às igrejas tradicionais, até porque cresci em uma delas, ministro e continuarei ministrando nelas, independente da cor de suas paredes, pois não ministro a elas, mas aos salvos! Porém, é inacreditável que, durante décadas, brigamos (literalmente, às vezes) por conta de usos e costumes para que tivéssemos um pouco mais de liberdade para sermos pessoas “mais comuns” do ponto de vista social, e agora estamos pedindo para que o costume de ter uma igreja branquinha seja mantido. Faz sentido isso?

Concluo lembrando que uma igreja em que o centro da mensagem é o homem, em que toda luz plena serve apenas para destacar o ego e a necessidade de se brilhar entre os seus irmãos e em que os “louvores” são humanistas e falam exclusivamente do triunfo do homem, de revanches ou de vingança, pouco importa a cor de suas paredes, ela sempre será uma igreja do diabo.

No amor do Pai,

Roger

Música, Reflexões

Jesus é “você”?

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Deus tem me dado o privilégio de ter em meus seminários e palestras, pessoas de todas as idades. No último seminário que fiz, inclusive, fiquei honrado demais por ter conosco uma querida irmã de quase 70 anos – meu pastor fez questão de me mandar mensagem no momento em que viu a foto da formatura, dizendo que isso não tinha preço! E, de fato, que honra!

Então, foi nessa mesma palestra que surgiu a tal pergunta. Eu falava sobre os conflitos entre as gerações X e Y, e suas implicações na musicalidade cristã, quando uma moça de 20 anos perguntou se podia chamar Jesus de “você”, e olhou pra mãe… Quase que imediatamente houve um alvoroço no seminário (rs). Mãe e filha começaram a rir, mas também a justificar seus posicionamentos sobre respeito, costumes e reverência. A mãe, evidentemente, falava sobre o respeito que tinha com seus pais e que tinha que chamá-los de “senhor” e ”senhora”. A filha, porém, justificava dizendo que nunca chamou a mãe de “senhora” simplesmente por não ser um costume de sua geração, mas que mesmo assim a respeitava profundamente.

A verdade é que, só essa semana eu recebi mais de 10 mensagens perguntando o que eu achava dessa questão. Bom, você já deve saber que existem 2 times aí, o #TimeVoce e o #TimeTu. Mas para que possamos ser edificados e conviver pacificamente em nossas comunidades de fé, lhe aconselho a não colocar a camisa do seu time antes de chegar ao final deste artigo. Tente ser o mais neutro possível, ok?

Uma boa comunicação

Antes de tudo, preciso salientar o quanto a boa comunicação é imprescindível na proclamação do evangelho. Se você me segue há algum tempo, deve saber o quanto eu sou cuidadoso com o português. Porém, muitas vezes, propositadamente, eu “como” alguns plurais simplesmente para me aproximar mais do meu público alvo (paulistas em sua maioria, cuja não pluralização é comum por aqui rs). O que quero dizer é que é imprescindível alinhar o discurso para que o anúncio do evangelho não seja prejudicado. Quando falo a adolescentes, não economizo no “mano” ou nas “treta” com o irmão, mas eu jamais falaria assim no congresso das irmãs belemitas. Por que? Respeito! O mesmo motivo pelo qual uso gravata em algumas ministrações. Odeio, mas respeito.

A questão de chamar Jesus de “você” tem tudo a ver com o que a menina falou em meu seminário – ela simplesmente cresceu sem jamais ouvir seus amigos chamando os pais de “senhor” e “senhora”. Mas e a Bíblia? Ela diz algo sobre isso?

A língua portuguesa

Bom, antes de falar da Bíblia, é preciso falar da língua portuguesa. Sabe-se que em Portugal, chamar o outro de “tu” é a forma mais comum e informal há muito tempo. Lembre-se que quem traduziu a nossa primeira versão da Bíblia foi João Ferreira de Almeida, um português! Portanto, o “tu” não é exatamente uma questão de respeito ou formalidade nos textos sagrados brasileiros, mas uma questão linguística. Era simplesmente o jeito que se falava comumente (e se fala até hoje) em Portugal ao se referir ao outro.

Bom, e o tal do “você”? Faça uma rápida pesquisa no Google e você verá que “você” veio de “vossa mercê” – que era o elevado tratamento dado na terceira pessoa aos reis de Portugal, portanto, era tratamento altamente respeitoso. Já o “tu” era usado entre o povão mesmo e na intimidade, de pai para filho, com os criados etc. Ou seja, os dois tratamentos têm em sua origem exatamente o sentido contrário ao que entendemos hoje como um tratamento respeitoso.

Grego e Hebraico

E a Bíblia? Bom, do pouquíssimo que estudei sobre grego e hebraico (línguas originais da Bíblia), não há distinção entre esses pronomes, mas esse é um estudo que requer mais profundidade, e não tenho competência para tal. Porém, há estudiosos que dizem, por exemplo, que o “su” (pronome pessoal da segunda pessoa do singular, em grego) é usado tanto por Pedro quanto por Jesus ao se referirem um ao outro em João 21. Assim, a distinção que a NVI, por exemplo, faz entre “tu” e “você”, simplesmente não existe no original.

Jesus e Pedro utilizam o mesmo pronome pessoal no grego para se referirem um ao outro (Jo. 12.15,18)

A geração Z

Bom, além de tudo que colocamos até aqui, temos ainda a questão da Geração Z, que por ser altamente globalizada é vidrada em versões. E sabemos que o americano usa “you” indistintamente já há muito tempo. O que melodicamente foi ótimo para a minha geração, a gente sempre traduziu “You are” como “Tu és” – métrica e significados perfeitos!

Evidentemente, esse é apenas um artigo num oceano de argumentações que ainda incluem o fato de o próprio Deus ter “dificuldade” em nos informar Seu nome. “Dificuldade” esta pela óbvia distância da qual nós, meros mortais, estamos da dimensão do Eterno, que tenta simplificar dizendo: “Me chame de EU SOU!” – e cá pra nós, você acha mesmo que essa pequena frase consegue resumir a imensidão do nosso Deus? Pra mim, palavras não podem expressá-Lo!

Posso chamar Jesus de “você”? O que a Bíblia diz?

Enfim, posso chamar Jesus de “você” ou tenho que chamá-Lo de “Tu”? Bem, vamos à Bíblia?

Particularmente, eu duvido que isso faça qualquer diferença para o Senhor, afinal, reverenciá-Lo com palavras e ofendê-Lo com atitudes é algo incompatível, não é? Naquele dia, muitos o chamarão de Senhor e Ele sequer sabe quem são esses. Mas há um ponto crucial na questão.

A Bíblia diz: “Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: ‘Não manuseie!’ ‘Não prove!’ ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.” (Cl. 2.20-22).

Nós já estamos cansados de saber que usos e costumes simplesmente passam! E mais, eles atrapalham por demais a nossa fé! Por que? Oras, o próprio apóstolo explica na continuação do texto: “Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.” (Cl. 2:23).

Por isso, eu pergunto, você acha que chamar Jesus de “Tu” faz de você alguém mais reverente do que o adolescente que canta “Só quero… só quero ver Você”? E mais, você acha que há alguma diferença entre o anseio deles e o seu em “A face adorada de Jesus verei. Com a grei amada, no céu estarei!”?

(“Pai, o que é grei?”)

Mas calma, #TimeVoce! Você acha mesmo que é chatice dos seus pais odiarem ouvir canções que chamam o nosso querido Jesus de “você”? Você tem que entender que a vida inteira eles se referiram ao Senhor como “Tu” e isso está tão enraizado em suas mentes quanto a história de uma certa apresentadora que chamava o Eterno de “O cara lá de cima” porque não podia pronunciar o nome Dele, já que tinha contrato selado com o lado negro da força. Mas me parece que esse contrato foi rescindido há alguns anos (rs).

Além disso, não se trata apenas de respeito. Trata-se de mandamento bíblico. Sim, galera, mandamento: “…tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. (…) Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo.” (I Co. 8:9-12).

Você pode torcer o nariz o quanto quiser, isso é Bíblia! Gostando ou não, o mais prudente é você reservar os louvores “a Você” para a reunião dos jovens, da galera. O que te custa!? Porque se te custa tanto assim fazer isso e você TEM que tocar Souguellis, Alcântara ou Casa no domingo à noite, você não é adorador, você é fã! E mais, me parece que você não quer trazer as pessoas para perto, você quer segregá-las, e isso é rebeldia. Quer chamar Jesus de “Você”? Beleza, mas lembre-se de uma coisa: “…vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, SIRVAM uns aos outros mediante o amor.” (Gl. 5:13)

O verdadeiro ministro de louvor não canta o que gosta, canta o que edifica! O adorador autêntico não impõe, ele SERVE!

Sim, eu sei que a questão é complexa e que não se resolverá num simples artigo como esse, mas que o amor de Cristo nos constranja a ter sabedoria para lidar com o tema, com respeito, carinho uns pelos outros e muito temor ao Senhor.

Espero ter contribuído em sua jornada.

No amor do Pai,

Roger

Esperança, Reflexões

Depressão: o corte que não sangra

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Permita-me ser claro com você, eu evito falar sobre o período mais sombrio que enfrentei em minha vida, por três motivos. Primeiro, porque cuido da minha saúde emocional com zelo, visto que há uma possibilidade das lembranças me atormentarem. (Sim, Jesus cura depressão, mas é um processo, não um banho de amnésia). Segundo, porque jamais usaria de um vitimismo barato para alcançar qualquer tipo de visibilidade. E terceiro, porque não tenho formação na área de psicologia, por isso, sempre deixo muito claro que o que vemos em Aconselhamento Pastoral restringe-se ao ambiente acadêmico e ao acolhimento em amor daqueles que nos procuram.
 
Porém, por nos calarmos, muitas pessoas acreditam que elas são as únicas que passam por problemas emocionais. Além disso, muitos cristãos, por estarem sob o preconceito do “depressão é falta de Deus”, sentem vergonha de admitir suas batalhas, às vezes, diárias, com essa enfermidade. Você precisa entender que a maioria dos crentes tem um mal: eles não admitem não ter resposta para tudo, acham isso uma fraqueza, e por isso dizem qualquer coisa: “Isso é mistério…”, “As coisas encobertas são para Deus”, “O que faço agora entenderás no futuro…” e um monte de outras frases vazias e descontextualizadas que, na verdade, apenas denotam nossa preguiça na busca pela sabedoria.
 
Então, queria muito que você soubesse: sim, eu sei o que é ter que parar o carro no acostamento de uma rodovia por uma síndrome do pânico. Um desespero descomunal que lhe tira o controle das atividades mais corriqueiras. Eu sei o que é sentir a queda de pressão ao ponto de quase desmaiar por uma simples notificação de celular (eu vivi isso por 1 ano inteiro!). Eu sei o que é passar noites em claro querendo chorar pra ver se há um pequeno alívio da dor no peito, mas por algum motivo, o organismo simplesmente não permite o choro. Em um desses dias, liguei para minha mãe em desespero às 5:00 da manhã! A oração dela serviu-me de anestésico nesse dia, e eu simplesmente adormeci com o celular na mão.
 
Um dia, durante uma sessão de aconselhamento, minha conselheira disse que enquanto eu desabafava, eu olhava fixamente para a sacada. Ela me disse, posteriormente, que minha postura, a perna inquieta e a projeção para a janela davam-lhe a entender que eu me jogaria a qualquer momento. Ela disse que ficou preparada para se jogar em cima de mim, se fosse preciso. E eu poderia lhe contar uma dezena de outras situações, mas só quero que você entenda uma coisa: você não é o único! Você não é a única! Meu objetivo com esse texto é apenas um: gerar esperança no seu coração. Para isso, embora nesses processos tudo seja muito subjetivo, permita-me também lhe dizer no que eu creio.
 
Creio que Jesus cura depressão!
 
Talvez, a falta de fé nessa afirmação seja o nosso [pré] conceito quanto à forma de Jesus efetuar essa cura. Esperamos o milagre instantâneo. Esperamos o mover das águas em um culto especial. Esperamos a palavra de profecia. Sim, eu creio em tudo isso, mas há também outra forma de Jesus curar: Ele cura através de pessoas! Se a igreja é o corpo de Cristo, com suas muitas funções, uma delas é nos curar. A Bíblia diz que quando confessamos as nossas culpas uns aos outros, através dessa oração mútua, somos curados (Tg. 5.16). Oras, sabemos que a culpa está ligada aos gatilhos mentais que desencadeiam os processos de depressão. Por isso, afirmo sem medo, a Palavra de Deus e a oração de um justo podem lhe trazer um efeito terapêutico poderosíssimo! Faça uso sem qualquer restrição.
 
E os psicólogos? Bom, assim como existem bons médicos e médicos ruins, existem os bons e os maus psicólogos. Não posso afirmar que um psicólogo cristão seja melhor que um que não professe a nossa fé, tudo o que posso dizer é que se aquele profissional desmerecer, desprezar ou atacar a sua fé, este profissional é ruim. Por outro lado, lembre-se que muitos problemas emocionais vêm de uma expectativa errônea a respeito da nossa fé. Portanto, nada melhor do que buscar a ajuda do seu pastor e de um bom médico simultaneamente.
 
Finalmente, e o diabo? Bom, respeito quem pensa diferente, mas pra mim, ele se aproveita, sim, dessa enfermidade para nos oprimir e afastar dos caminhos de Deus. Acredito que, tal como a brincadeira do dominó, uma peça vai derrubando a outra. Nos frustramos em algum momento da vida, permitimos uma raiz de amargura brotar, nos afastamos de Deus, o diabo aproveita a brecha pra nos oprimir… e assim, tudo vai desmoronando aos poucos. Mas não se preocupe com ele, como sempre me ensinou minha mãe: repreenda-o! Nós não temos ideia, de fato, do poder que há no nome de Jesus. Sempre que os pensamentos depressivos me vinham à mente, eu seguia o exemplo do salmista e falava com a minha alma: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus!” (Sl. 42.11). Depois disso, eu me dirigia ao perdedor: “Ei, diabo, eu te repreendo em nome de Jesus! Fora daqui com esses pensamentos malignos!”
 
Olha, se você chegou até o fim desse longo texto, é porque você está realmente interessado no assunto, e isso demonstra o quanto você se preocupa com alguém que você ama ou consigo mesmo. Para você, minha palavra de carinho, amor e esperança: vai passar! A propósito, você sabia que a Bíblia manda você se amar? Ela o diz de forma indireta, quando Jesus diz para amarmos o outro como nos amamos (Mt. 22.39). Oras, a Bíblia é uma espada que corta dos dois lados – se você não se amar, como poderá cumprir esse mandamento? Cuide-se! Busque ajuda, ok?
 
Que Deus te abençoe! Estou orando por todos os que tiverem a oportunidade de ler essa mensagem. E se você conhece alguém que está passando por um tempo assim, compartilhe!
 
No amor do Pai,
 
Roger