Provações, Reflexões

Cárceres da alma

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Os desdobramentos da história de José nos mostram ainda mais quão perfeitos são os caminhos de Deus. É realmente provável que sua imaturidade ao contar seus sonhos pra quem não sabe sonhar tenha lhe custado sua liberdade. Diante do caos e da desesperança, sonhadores se tornam mesmo um incômodo.

Sim, Deus tinha palácio para o sonhador, mas ele simplesmente não estava pronto! Sua postura de “dedurar” as traquinagens dos irmãos, sua roupinha colorida de filhinho de papai, sua falta de sabedoria ao contar tudo aquilo que Deus lhe revelava no secreto… tudo isso precisava ser tratado por Deus. Assim, o sonho se tornou pesadelo, mas foi na prisão que José foi moldado.

E uma das lições mais preciosas dos cárceres da alma é que a dor une! E mais, a dor é uma reveladora de alianças. Explico: quando duas pessoas decidem unir os seus propósitos, a dor trará à tona o melhor e o pior de cada uma delas. Na casa do papai, José se importava com seus sonhos. Na prisão, ele se importa com o sonho do outro: “Por que você está triste?” – é a preocupação de quem entendeu que, na dor, não é hora de se afastar, é hora de se importar.

Ei, não tente simplesmente se livrar da dor! Você precisa entender o porquê dela. Acredite, ela pode ser sua grande aliada. A dor vai revelar se quem está ao seu lado se importa com seus sonhos ou está ali por mera conveniência.

Assim, por mais que doa, esse cárcere de sentimentos vai te libertar! Porque, se decidir ficar com você pagando o preço, é digno de aliança. Porém, se na primeira oportunidade de liberdade for servir vinho a outro alguém, e te esquecer, bom… aí é com você.

Quando as portas se fecharem e você se vir entristecido numa prisão de sentimentos, não reclame, essa é a porta de entrada para o palácio.

No amor do Pai,

Roger

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Publicado por Roger da Escola

L. Rogério (o “Roger da Escola”) é pai da Bia, fundador da Escola de Adoração, formado em Sistemas, Marketing, Comunicação e, em breve, Teologia. Fã do Cheescake Factory e de The Big Bang Theory.

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