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Adoração, Música, Reflexões

Ele não vem… Ele nunca vem!

É muito bacana ver as bandas evangélicas cada vez mais preparadas tecnicamente. Dá gosto ouvir uma apresentação com músicos que compreendem o todo da canção e não invadem o espaço musical de outro instrumento. Músicos que fazem apenas o que a música pede, sabe? Dá uma paz… (rs).

Porém, é triste ver ministérios de louvor tão preparados tecnicamente e tão teologicamente perdidos. Claro que estamos todos em constante aprendizado, mas a partir do momento que esse ministério tem a responsabilidade de abrir cultos e de pregar a Palavra de forma cantada, essa balança precisar ser equilibrada.

E um dos pontos que tem me trazido preocupação nos últimos anos é o crescimento constante de expressões como “Vem, Senhor!”, “Invade esse lugar!”, “Apareça!”. Sei que parece apenas implicância linguística, mas esse não é o foco da minha preocupação. Até porque, a maioria dos crentes sabe que o Espírito Santo não vem mais visitar, Ele faz morada!

Meu foco é: estamos clamando cada vez mais por uma visitação restrita aos nossos ajuntamentos. Incluímos em nossas canções momentos apoteóticos para a chegada do Espírito Santo no culto. São progressões ao som de tambores com distorções leves de guitarra que sempre culminam com um arrebatar de sentidos.

Não haveria problema algum com esse estilo de adoração, se todos tivéssemos um preparo teológico basilar. O problema é que na falta dele, estamos nos acostumando com a ideia de que o Espírito Santo vai para a igreja também, e ficamos ansiosos pelo momento em que Ele chega durante o louvor. É de arrepiar quando as luzes do palco acendem de forma plena e a batera explode na condução!

Meu apelo a essa geração é apenas um: adorem do seu jeito, sejam contemporâneos, usem seus pads e suas luzes, mas não fomentem a ideia de que essa é a hora e o lugar em que Ele vem! Lembrem-se: Ele fez morada definitiva em vocês e se manifesta na mesma intensidade do worship, no seu quarto, a portas trancadas, na solitude, no silêncio, no meditar das Suas palavras.

O Eterno não vem ou vai, Ele simplesmente está. Ele simplesmente é. Em você, em nós, em cada partícula desse Universo. E é por isso que, na falta de uma expressão melhor, o chamamos de “O Grande Eu Sou”.

No amor do Pai,

Roger

Adoração, Reflexões

Não me incomode, eu já sei adorar!

Há um preconceito gigante sobre o ensino da adoração no Brasil. As pessoas ainda acreditam que podem aprender a adorar ao Senhor por osmose. Aqueles que estão chegando agora à fé veem os crentes chorando ou levantando as mãos durante um momento de louvor ao Senhor com música e entendem que isso é adoração. Definitivamente, isso não é adoração.

Qual o problema de se ensinar os fundamentos da adoração bíblica? Por que não dedicar-se ao aprendizado da forma bíblica de se prestar um culto ao Eterno? Que arrogância espiritual é esta que nos faz acreditar que sabemos absolutamente tudo a esse respeito.

O grande problema deste aprendizado empírico é que as pessoas são levadas a adorar por uma experiência sensorial, emotiva e de mistura de sensações. A verdadeira adoração parte do reconhecimento racional dos feitos da cruz. É a isso que o livro de Romanos se refere quando nos convida a prestar um culto racional ao Senhor.

É por isso que o mesmo livro ainda deixa claro que não há outra forma de apresentar-se a Deus, tampouco de experimentar Sua boa, agradável e perfeita vontade, a não ser por uma transformação radical em nós através da renovação de nossa mente.

Você pode até adorar a Deus com o seu coração e suas lágrimas, desde que a sua mente saiba exatamente o porquê de cada uma delas.

No amor do Pai,

Roger

Adoração, Reflexões

E eu… sirvo pra quê?

Se há algo que literalmente grita em nossa fé é que a salvação é pela graça. Sim, é isso que nos diferencia de todas as outras religiões do mundo. Nada do que façamos pode fazer com que Deus nos ame mais, e nada do que fizermos fará com que Ele nos ame menos. Evidente que muitos usam desse princípio para pecar, mas a Bíblia, que é perfeita e mais que abrangente, já previu isso e fechou a questão: “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?”

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Mesmo assim, como somos peritos em burlar leis e nos enganar com as coisas de Deus, acreditamos que tudo o que o Eterno espera de nós é um coração sincero. Mas como diria meu eterno professor de Escola Dominical, Francisco Júnior, nós podemos estar sinceramente errados. Parece até nobre e coerente dizer que eu não preciso ir à uma igreja para ser salvo. Aliás, quem pensa assim cerca-se de todos os argumentos humanamente possíveis para justificar seus posicionamentos: “Ah, se for pra ser que nem Fulano, eu prefiro nem ir”, “Amigão, esses pastores de hoje só querem meu dízimo”, “Eu… ir pra igreja onde só tem gente hipócrita!? Prefiro ajudar os pobres”. Sinceramente? Eu não discuto mais com gente assim, porque eu sei que no fundo, no fundo, eles sabem que estão a caminho do inferno. E o livro de Hebreus também já bateu o martelo: “Não deixemos de reunir-nos como igreja”

Porém, entre os que se entregam a Deus de coração e os que preferem contentar-se com suas justificativas, está um grupo igualmente iludido: os que vão à igreja bater o ponto! Sim, falamos tão mal da religiosidade católica e fazemos igual ou pior. Vamos à igreja apenas no domingo, dedicamos duas horinhas de nossa semana cantando e ouvindo a Palavra, damos uma oferta generosa e saímos do culto com a nítida sensação de dever cumprido. Veja, eu entendo que cantar em um grupo de louvor em sua igreja faz parte da obra de Deus, mas entenda que a Bíblia diz que somos “embaixadores de Cristo”3, e não me parece razoável que um embaixador tenha sido convocado apenas para fazer o que qualquer ave faz todos os dias de graça, “não têm vocês muito mais valor do que elas?”4, disse Jesus.

A verdade é que existem dois pilares da fé cristã que estão atrelados à salvação: adoração e serviço. Nenhum deles é obrigatório, nenhum deles nos salva, mas todos os salvos expressam sua gratidão de forma genuína através desses dois pilares! Quando o Diabo veio tentar Jesus e tocou a tecla da adoração, Jesus fez questão de lhe apresentar estes dois pilares juntos: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” 5

Infelizmente, muitos cristãos ainda acreditam que apenas alguns poucos “escolhidos e iluminados” receberam dons e têm obrigação de exercer um ministério. Acreditam que ministério é exclusivamente cantar e pregar. Eles não poderiam estar mais errados. A Bíblia diz: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.6” A Bíblia não poderia ter sido mais explícita. TODOS receberam um dom por causa da MULTIFORME GRAÇA de Deus! E se você não está, literalmente, suando a camisa (sim, ministério também é feito de suor e lágrimas), pode haver algo de muito errado com a sua fé, e Jesus pode, hoje mesmo, ver as suas folhas e procurar os frutos debaixo delas. Cuidado, isso é muito sério!

Por isso, com muito temor diante do Senhor, deixo a você a exortação de Paulo a Arquipo, porém, peço que você substitua o nome de Arquipo pelo seu:

Digam a ________________,
“cuide em cumprir o ministério que você recebeu no Senhor” 

No temor do Pai,

Roger


Referências: (Rm 6.1-2); (Hb. 10.25); (2 Cor. 5.20); (Mateus 6.26); (Mateus 4.10);(1 Pedro 4.10) e (Colossenses 4.17)