Pastoral, Reflexões

Uma prisão chamada desconfiança

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Em seu leito de morte, Jacó faz um pedido a seu filho José: “Não me sepulte no Egito!”. Porém, mesmo José aceitando o pedido de seu pai e lhe garantindo que lhe atenderia, Jacó insiste: “Jure-me!”. Oras, José já havia provado sua lealdade e seu caráter. Mesmo diante da traição de seus irmãos, perdoou e os acolheu. Porém, há um mal na vida de quem faz da mentira sua aliada: o mentiroso acha que todos são mentirosos.

O mentiroso simplesmente não consegue acreditar que as pessoas possam viver sem mentir, isso pra ele é utopia.

José também já havia dado todas as provas de seu perdão para com seus irmãos em lágrimas! A Bíblia diz que ele chorava tão alto, que o palácio inteiro ouviu, chegando a notícia até o Faraó. Mas para seus irmãos, isso não era suficiente. Por isso, inventaram mais uma mentira: “O pai, em seu leito de morte, mandou você nos perdoar!”. Assim, mais uma vez, José tem que reafirmar que os havia perdoado.

Talvez, o maior problema do mentiroso é que ele carrega culpa pro resto da vida. Nem ele mesmo se perdoa, e vive nessa prisão da desconfiança. Suspeita de tudo e de todos.

Se você já fez de tudo para provar sua lealdade a alguém, e mesmo assim ainda há desconfiança, acredite: você não tem culpa! Descansa o teu coração, seja íntegro e entregue essa situação nas mãos do Eterno, só Ele pode libertar o mentiroso de suas correntes.

No amor do Pai,

Roger

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Publicado por Roger da Escola

L. Rogério (o “Roger da Escola”) é pai da Bia, fundador da Escola de Adoração, formado em Sistemas, Marketing, Comunicação e, em breve, Teologia. Fã do Cheescake Factory e de The Big Bang Theory.

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