Reflexões, Santificação

Ou fala ou morre

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Sua cabeça estava a mil. Ela simplesmente não conseguia se concentrar em outra coisa: “Gente… mas que mal pode haver nisso? É apenas uma fruta! Simplesmente… a droga… de uma… fruta, oras! A serpente deve ter razão… Afinal, ela é uma serpente que fala! Uma serpente que sabe falar deve ser sábia, né? E mais… Deus foi um tanto exagerado, né? Imagina… morrer!?”

Eva foi nadar. Depois, tentou se distrair com uma flor diferente que havia visto ontem. De repente, sentiu fome. Ah, foi inevitável: “A fruta… ah, aquela fruta… ela é tão agradável… tão atraente… tão desejável…” (Gn. 3.6)

O pecado original já foi exaustivamente discutido, e me parece que a questão realmente não é o quão agradável ele seja, mas o quão excitante é desobedecer o que o Eterno disse. De fato, era mesmo só uma fruta, mas infelizmente, o humano tem essa tendência carnal de desobedecer por desobedecer. De questionar a ordem divina. De duvidar do Eterno.

Parece que essa não era a Sua intenção, contudo, Deus já tinha um plano B. “Se eles me desobedecerem, lhes farei roupas apropriadas para cobrir seu pecado”. O problema desse plano (para o homem) é que para vestir essas roupas era necessário encarar o Eterno. Não dava para simplesmente pegá-las no varal. Não dava para fazer aquela oração abrangente do “me perdoa por tudo, em nome de Jesus, amém!” O único jeito era mesmo encarar o Senhor.

O tempo passou e a tipologia do perdão continua baseada em dois passos: primeiro, é preciso vestir-se de novas vestes oferecidas pelo Eterno; e segundo, é preciso encará-Lo! Porém, engana-se quem pensa que isso pode ser feito no cantinho escuro do seu quarto.

A face do Eterno agora é refletida por outra pessoa: o outro! Explico: a Nova Aliança traz luz sobre o ritual quando diz: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis.” – Tg. 5.16a

Eu precisava de cura. Aquilo tinha que acabar. Então, liguei para um pastor amigo e lhe convidei para um almoço. Ali, numa pequena mesa, no canto do restaurante, confessei-lhe aquele pecado que estava me consumindo. Ele orou por mim e, desde então, fui perdoado e liberto, provando pra mim mesmo a verdade do Salmo 103 – Ele não apenas perdoa, Ele também cura. Não basta cobrir, é preciso extirpar o pecado.

Quando você confessa seu pecado, em segredo, unicamente ao Eterno, alcança o perdão e a misericórdia. Mas a cura e a libertação vêm pela oração de um justo. E acredite no Tiago, ele é enfático: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – Tg. 5.16b

No amor do Pai,

Roger

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