Sábado passado, depois de ministrar, me vi novamente em um lugar perigoso chamado “referência”. Ao compartilhar a Palavra de forma tão entusiástica, muitos nos veem num pedestal de força e resiliência. Os dilemas e combates da trivialidade da vida me mantêm no meu devido lugar.
Ontem, após pregar sobre culto racional e inteligência a serviço do Reino, uma galera ficou dividindo comigo seus dilemas sobre a vida. Fiquei feliz, porque esses questionamentos filosóficos são o combustível de uma geração que ainda vai impactar muita gente. Santa inquietação!
Hoje uma amiga me lembrou de que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá ao amanhecer.
Que a minh’alma jamais se esqueça: não há noite que não amanheça.
Quando traídos, lamentamos: “Maldito o homem que confia no homem”. Esquecemos, porém, da nossa própria humanidade, do nosso coração enganoso que nos sabota, da confiança que colocamos na força do eu. Como disse o João: “Coração… um amigo, um bandido talvez. Quem te conhecerá?”
