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Reflexões, Santificação

Lidando com a culpa

Dizem por aí que família é tudo igual. Ledo engano. Algumas famílias são acostumadas com o silêncio e a calmaria típica de interior. Minha família sempre foi assim. Filho único, à mesa sentávamos meu pai, minha mãe e eu. Os comentários no almoço eram sempre alternados. Ora um, ora outro, ora o silêncio – exceto nos dias de sopa, quando meu pai fazia aquele barulho irritante, motivo de graça e das reclamações de minha mãe. Já a família da Dany, bem diferente da minha, sempre acostumou-se à casa cheia. Minha sogra, muito festiva e despojada, nunca precisou de cerimônia para convidar a turma toda da igreja para o almoço.

Quando meu cunhado casou com a Renata Polastrini, então, aí sim, a casa lotou. Os Polastrinis, reconhecidamente festivos, são no mínimo uns quinze, então, quando fui morar com minha sogra, eu simplesmente não conseguia almoçar quando a família toda se reunia. E o que me espantava é que todos falavam ao mesmo tempo, alto, rindo, com a TV ligada e o mais espantoso: todos se entendiam (rs)! Graças à essa mistura maravilhosa de famílias, hoje me adapto bem à qualquer ambiente. Como é bom ter peculiaridades em nossa família. Isso nos caracteriza. Nos torna únicos. E mais, naturalmente herdamos essas particularidades. No sotaque, nos trejeitos, nas manias.

culpa

Falando em termos espirituais a coisa não muda muito. Nossos pais na fé deixaram-nos costumes muito bons. É verdade que a maioria desses costumes, muitas vezes, não fazem muito sentido e temos dificuldade em entender de onde alguém tirou tais ideias. Mas são, quase todos, costumes saudáveis.

Temos o bom costume de dobrar os joelhos e orar ao chegar à igreja, pois nos disseram que tínhamos que “guardar o nosso pé ao chegar à Casa do Senhor” (Ec. 5.1). Hoje, tenho plena convicção de que isso se refere à reverência, e que não adianta orar ao chegar e murmurar ao sair, mas é um bom costume. Nossos pais também nos ensinaram a estender as mãos (com as palmas pra cima) a fim de recebermos as bênçãos apostólicas. É pura ignorância acreditar que o irmão que estava no banheiro exatamente nessa hora terá uma semana amaldiçoada, bem como acreditar que se você não fechar as mãos a bênção escapa, mas é um bom costume, pois esse caracteriza bem a Assembleia de Deus.

Porém, a Bíblia, manual de fé cristã acima de qualquer costume, ensina-nos a “renovar a nossa mente” (Rm. 12.2), por isso precisamos aperfeiçoar alguns costumes herdados. Não podemos mais finalizar nossos sermões dizendo: “Que Deus possa nos abençoar”, porque Ele pode! Não precisamos pedir que “Deus nos despeça na sua paz” porque Ele não vai ficar na igreja, e nem devemos cantar “eu marquei um encontro com Deus” pois Deus não vai, Ele simplesmente está.

Mas não foram apenas os jargões e trejeitos que herdamos de nossos pais na fé. Poucas foram as mensagens que ouvi a respeito da culpa. Aliás, a tristeza que antecede o sentimento de culpa geralmente tinha que ser expulsa, pois tal como a sunamita, tínhamos que responder:“Vai tudo bem!”. Porém, graças a renovação de nossa mente, aprendemos que a sunamita não revelou a morte de seu filho a seu marido, nem a Geazi, porque ambos nada podiam fazer. Ficar se abrindo “que nem mala véia” a todos os que querem saber de nossos problemas não se trata de uma atitude muito sábia. A sunamita entendeu isso.

A verdade é que, diferente do que diz o evangelho triunfalista, há uma tristeza que Deus deseja para nós. E Paulo diz aos Coríntios que essa tristeza nos leva ao arrependimento (2 Co. 7.9). O homem, por conta de sua consciência, algumas vezes sente remorso por suas culpas. Remorso esse que às vezes o leva à depressão ou até mesmo à morte. Já a tristeza que vem de Deus nos leva à uma sequência santificadora – tristeza, arrependimento, salvação. Paulo ainda motiva os coríntios demonstrando os benefícios dessa tristeza: dedicação, desculpas, indignação, temor, saudade, preocupação e desejo pela justiça (v. 11).

Porém, não podemos esquecer que somos corpo. Não vivemos isolados num evangelho mesquinho e egocêntrico, embora alguns o preguem. Muitos vivem uma vida de promiscuidade e buscam com a força do próprio braço se ver livres de sua culpa. Com isso, caem num ciclo vicioso de pecado, remorso e desculpas. Ao serem confrontados ainda apelam pro velho jargão: “Isso é entre mim e Deus”.

Dentre os jargões que herdamos de nossos pais na fé está também o famoso: “Onde estiverem dois ou três reunidos, ali Jesus está”, tão utilizado nas consagrações às 7:30 da manhã e nos cultos de adolescentes, onde a igreja nos deixava sozinhos adorando ao Senhor. Mais do que uma válvula de escape e motivação para os poucos irmãos reunidos nas igrejas, o “dois ou três” ainda causa muita confusão na cabeça das pessoas, afinal, se Jesus “está” apenas com no mínimo dois, pergunto:

O que eu faço com minha culpa, já que esta geralmente me pega quando estou sozinho?

Mais uma vez, graças à renovação de nossa mente, e contra toda especulação de texto sem contexto, aprendemos que Mateus 18.15-20 não se refere à presença de Deus como se esta “fosse e voltasse” para algum lugar. Muito menos que ela dependa da presença de duas ou três testemunhas. Também não se trata do que diz a “geração profética” que junta dois ou três para “concordarem” a respeito de sua vida financeira, amorosa ou mesmo espiritual. Muito menos de um “chaveamento profético” que liga e desliga as bênçãos de Deus aqui na terra. O texto é uma pérola da graça. Na verdade, ele escancara o absurdo da graça. Por ela, o pecado da ofensa de um irmão é tratado, perdoado e apagado pela concordância de dois ou três reunidos no nome de Jesus. A Bíblia diz que Jesus foi entregue por nossos pecados desde a eternidade. Por mais difícil que seja para a nossa mente humana e limitada entender esse conceito, uma coisa é certa: “nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8.1).

Não, meu irmão! Não adianta jejuar 7 dias e 7 noites a fim de que seu pecado seja perdoado. Também não há nenhuma corrente de 7 semanas que você possa fazer a fim de que Jesus te veja mais “limpinho” do que você já está pelo sangue de Cristo. Você foi perdoado na eternidade, agora basta crer. Nenhum sacrifício humano pode lhe trazer alívio para suas culpas, a não ser a fé em Cristo Jesus, que traz não apenas alívio, mas o perdão e a cura restauradora. E mais uma vez refutamos a máxima do tal evangelho da prosperidade que instiga o crente à busca de riqueza e fama através da “oração de um justo” já que essa se mostra muito eficaz. Não! Tiago nos motiva a confessar nosssos pecados uns aos outros e a orar uns pelos outros a fim de sermos curados. Nesse contexto é que ele diz que “a oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tg. 5.16).

Hoje é tempo de livrar-se de suas culpas. Cristão ou não, Jesus te convida nesse exato momento a mergulhar em Sua maravilhosa graça, que limpa, purifica e cura. Confesse seu pecado, abandone-o, receba a oração de um justo e viva!

No amor do Pai,

Roger

Incoerência, Reflexões

Sabor de Fel

Desde criança sempre tentei justificar meus posicionamentos com relação a tudo na vida. Certa vez levei uma surra do meu pai (a única que me lembro) por não ter ido à escola. A justificativa: eu não tinha uma borracha. Desde então, percebi que precisava ser mais convincente em minhas justificativas (rs). Porém, tenho procurado cada vez mais evitar as justificativas daquilo que creio e confesso – ou como diria meu pai: “ficar polemizando as coisas”. Não preciso provar que Deus é Deus – Ele não precisa da minha ajuda pra isso. Não preciso provar que Deus me abençoa por causa do Seu santo nome – e não do meu. Na verdade, cansei da tentativa inútil de explicar que Deus não é Papai Noel e que não me abençoa por minhas atitudes! Nada que eu fizer O fará me amar mais, e nada do que eu deixar de fazer o fará me amar menos.

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Porém, com a graça de Deus, jamais deixarei de pregar aquilo que creio e de refutar esse evangelho cínico da “egolatria” (II Tm. 3.2). Pregações e músicas que deixam bem claro a centralidade do homem na adoração. Sutilidades do capitalismo disfarçado de fé. Satisfação pessoal, sucesso e fama são os objetivos do tal evangelho da prosperidade, que quando não está às claras vem camuflado na “busca da sua vitória”. Frases como “quem tem promessa não morre” ilustram bem essa ala triunfalista de crentes. Além disso, destoam completamente do livro de Hebreus que deixa bem claro que toda aquela Galeria da Fé “morreu sem receber o que tinha sido prometido” (Hb. 11.13). Também é comum ouvir-se que “Deus mata pra te dar vitória” daqueles que se alistaram nesse Evangelho Talibã. E mais, esse bando de crentes mimados, que ao menor sinal da negativa de Deus ameaçam colocá-Lo na parede, rasgar cartão de membro, rasgar a Bíblia… que rasguem as suas roupas em sinal de humilhação e lamento por tanta bobagem que tem sido lançada ao povo de Deus, que muitas vezes é composto de gente tão humilde, quase incapaz de perceber tais ciladas.

Se está em jogo a valorização do ser humano, ninguém melhor do que Jesus para nos ensinar o quanto nosso Deus nos ama. A morte de Cristo na cruz é suficiente para me dizer o quanto Ele valoriza o ser humano, mas nada, nem ninguém pode distorcer o evangelho e colocar “você no palco”. Aliás, como Zaqueu, quero descer o mais rápido que eu puder só para estar com Jesus, afinal, Zaqueu não conseguiu chamar Sua atenção – o Mestre simplesmente parou, olhou e disse: “Desce, Zaqueu!”. Por isso é que não consigo esquecer o texto do meu amigo Franko Júnior quando ele cita o Salmo 50.21 “…Pensavas que eu era teu igual?”
Não, meu amigo… nosso lugar não é no palco! Nosso lugar é mesmo na plateia, com todos aqueles que creem que Jesus é o Astro. A Bíblia diz que “dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm. 11.36). Aliás, imaginar alguém no palco dizendo: “Aí, tá vendo, seus ‘troxas’, quando eu estava na prova ninguém quis me ajudar, né? Agora vocês vão ter que aplaudir a minha vitória!” – não me parece algo que glorifique ao Senhor. Penso que quando o Senhor Jesus me abençoa, o propósito principal de Sua ação é trazer glória ao Seu nome – não ao meu.

“Adorai o Rei do Universo! Terra e Céus cantai o Seu louvor” diz-nos o hino 124 da Harpa Cristã. Parece-me que esse compositor entendeu a essência do louvor e adoração. Ministros de adoração, líderes de louvor, dirigentes de culto, crentes… vamos centralizar a Cristo em nossa adoração. Não permita que o homem seja colocado no palco, precisamos tirá-lo de lá. No palco, o crente que acredita que Deus está no Céu à sua disposição, pronto a atender seus desejos e caprichos, tem realmente a ilusão de que “é o cara”, que arrebenta, que vence, que destrói todos os seus inimigos (mesmo que esses sejam, na verdade, seus irmãos na fé). É por isso que ele tem “cara de vencedor” (e alguém me mostre, pelo amor, como é isso???).

Chega! Chega de “massagens do ego”. Sim, eu quero que as pessoas vejam Jesus brilhando em mim, mas, como disse Jesus, para que “assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt. 5.16) e não para que alguém se sinta diminuido ou arrependido de não ter me ajudado quando precisei. A vingança pertence ao Senhor (Dt. 32.35). Creio que quando sou abençoado, todos ao meu redor também são alcançados. Não quero ser a atração da festa. Não quero estar no palco, pois creio que Deus “escolheu o que para o mundo é insignificante… a fim de que ninguém se vanglorie perante Ele” (I Co. 1.28,29).

Sim, tenho que admitir: minha vitória tem sabor. Tem sabor amargo. Tem sabor de fel. Minha vitória tem sabor de sangue! Sangue carmesim derramado na cruz pra me dar vitória sobre o pecado. Sangue que purificou-me de minhas iniquidades e trouxe-me das “trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pe. 2.9), onde posso ver todas as armadilhas do diabo, que quer fazer-me acreditar que mereço estar no palco.

Jesus, a Ti a honra, a glória e o louvor para todo sempre. Amém.

No amor do Pai,

Roger

Incoerência, Reflexões

Tão certo como o ar que respiro

Quando era adolescente, lembro-me da ansiedade na espera de mais uma “Santa” Ceia. Era um culto onde a “presença” de Deus era impactante. Os hinos da Harpa Cristã já eram arrebatadores. As profecias sempre me traziam temor. O medo de tocar o pão indignamente chegava a ser assustador. O tempo passou e a presença de Deus parece-nos menos frequente nos cultos. Porém, não sei explicar exatamente como, nem quando começou, mas tenho vivido uma experiência singular. Desde que ministrei a primeira aula na Escola de Adoração tenho dito que a presença de Deus não está restrita ao momento de louvor e adoração numa igreja. Porém, confesso que sempre foi mais fácil percebê-la nesses momentos. A Bíblia relata um dos casos mais trágicos (se não, hilários) de cegueira espiritual no livro de Números (22.21-35).

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Balaão viajava com sua jumentinha companheira de todas as viagens. A certa altura do caminho o Anjo do Senhor se coloca à frente da jumenta, que desvia-se prontamente. Balaão, sem a menor noção do que se passa, bate com ira na jumenta. A cena se repete por três vezes, até que dá-se o seguinte diálogo entre Balaão e a jumenta:

“Aí, ‘mermão’…” – resmunga a jumenta em alto e bom som – “Dá pra me explicar porquê sentou a vara em mim três vezes? Que que eu te fiz?”
“Ué?” – responde o cegueta do Balaão – “Você tá me fazendo de besta!”
“Ué!? Ué, digo eu! Balaão, tâmo junto há quanto tempo? Já te deixei na mão alguma vez?”
“Nunca!” – respondeu o Balaão, que só então pode ver o Anjo do Senhor e prostrar-se.

A presença de Deus é fundamental em nossa existência, não por nos dar (nem que por alguns instantes) um gostinho do sobrenatural, mas principalmente por nos trazer a paz, doce paz nesse mundo de caos. Aliás, quando percebo a presença de Deus ao meu redor, o caos vira ordem. O medo do amanhã desaparece e meu coração se enche de esperança. O chão se torna firme como uma rocha. Moisés entendeu que anjo algum poderia substituir a presença de Deus (pobres crentes anjólatras…). Davi clamou por misericórdia e desprezou suas posses, seus cavalos, seu poderio… pediu apenas que Deus não retirasse a Sua presença.

Por tudo isso, entendo que o maior desafio para o homem de hoje é perceber a presença de Deus em lugares improváveis. Digo “desafio” pois a maioria dos colegas pregadores insiste em me dizer o seguinte:

1. A presença de Deus depende de LUGAR (?)

“Irmãos, estou sentindo algo diferente AQUI nesse púlpito!”

“Jerusalém ou Gerizim?”, perguntou a samaritana. A ideia de que há um lugar mais santificado em detrimento de outros é antiga. Talvez o púlpito mais elevado não seja apenas para que todos possam ver os ministros, mas para que os vejamos de baixo para cima.

Acostumamo-nos a cantar “Quando aqui cheguei o meu Senhor já estava” por conta dessa ideia de lugar santo. Pedimos para Jesus: “Óh, vem… e toma o Teu lugar” talvez porque se tenha a sensação de que a presença de Deus é algo distante. Que chega. Que aparece. Que se invoca.

2. A presença de Deus depende da minha VONTADE (?)

“Vou contar até três e você vai sentir algo diferente aí…”. “Despede-nos na Tua paz, Senhor”.“Irmãos, Jesus acabou de entrar por aquela porta!” – Além de chegar atrasado, ainda nos faz de idiotas por todo esse tempo que estamos cantando (rs).

Recentemente, Dany e eu aconselhamos uma amiga que, em lágrimas, dizia o quanto era difícil “levar a igreja à adoração”. Que essa responsabilidade era muito pesada pra ela.

E é mesmo! A ideia insana de que nós levamos a igreja à adoração deve partir do pressuposto que temos essa capacidade. O que a princípio parece apenas um erro coloquial é na verdade um péssimo sintoma da superficialidade. Acredita-se que tal pregador ou pastor “faz a igreja pegar fogo”. Fulano revela mais que a Kodak (rs).

3. A presença de Deus depende da minha SANTIDADE (?)

“Ouvi dizer que esse pastor passa dias em jejum antes de ministrar. Por isso que quando Ele prega Deus se faz presente.”

O Alan me disse esses dias que “só quem não entende a graça é que a usa como desculpa para pecar”. Posso acrescentar que aqueles que “não pecam” também não entenderam. Acreditar que a presença de Deus “chegou” porque busquei-o a madrugada inteira é pura mediocridade. O filho pródigo já nos deu o recado: não é pelo que eu fiz, nem pelo que deixei de fazer, Ele me ama porque sua essência é amor.

4. A presença de Deus depende de meus TALENTOS (?)

“Senhor, mas em Teu nome expulsei demônios, cantei no coral, toquei na orquestra, preguei no congresso… Como Você pode não lembrar de mim?”

Alguns firmam-se tão fortemente em seus dons e talentos que não temem mais o pecado. “Eu não tenho medo de capeta nenhum…”. Dessa forma, tornam-se vulneráveis a qualquer tipo de lascívia ou à sedução do poder, prestígio, status. Precisamos entender que os talentos são ferramentas nos dadas como verdadeiros presentes, a fim de que estes edifiquem a igreja. Passaporte pro Céu é sangue carmesim!

Não! Essas bobagens não mais me seduzem. Não fico mais ansioso por “sentir” a presença de Deus no culto, nem mesmo na igreja. Não me esforço mais para “sentir” o que meu irmão ao lado está sentindo. Também não jejuo para que a igreja “sinta” minha santidade fluir pelos poros durante minha pregação. E nem quero que me dêem tapinhas nas costas pela apresentação ungida. Chega! Decidi crer, sentindo ou não. Deus está aqui nesse exato momento. Me inspirando, me ouvindo, me dizendo, me olhando. Agora riu comigo. De emoção, verti uma lágrima… Parece que Ele riu de novo. Pelo menos por agora não me importa se Ele vai preparar um novo emprego, um novo cargo, uma nova história… Quando simplesmente entendo que Ele está, tudo fica mais fácil. Não é uma questão de esforço, é fé. Pura e simples. E se preciso de apenas um grãozinho de mostarda, tenho plena convicção de que o tenho. Não quero anjo, não quero chave, não quero folhinha pegando fogo… quero paz! Aquela que excede todo o entendimento e me traz, como uma brisa suave, a convicção de que Ele está, independente de mim.

Em Cristo Jesus,

Roger